Os Primeiros Cristãos - As histórias, os monumentos, as figuras
Os Primeiros Cristãos - As histórias, os monumentos, as figuras
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No prefácio do livro Os primeiros cristãos – As histórias, os monumentos, as figuras, de Fabrizio Bisconti, o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, faz uma promessa ao leitor: que ao final da leitura terá em mãos um arquivo verdadeiramente singular, composto por “histórias, monumentos e figuras”. Como um peregrino fascinado pelas maravilhas que encontra no caminho, o leitor será envolvido por memórias históricas e por comoventes testemunhos de fé.
A obra é uma verdadeira viagem ilustrada por inúmeras fotografias a cores. O percurso começa com um convite a descer às catacumbas romanas — antigos “cemitérios” ou “dormitórios” comuns onde os cristãos depositavam os corpos na esperança da ressurreição final. Esses espaços, repletos de iconografia impressionante, evocam intensas histórias de martírio.
Fabrizio Bisconti, superintendente da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra e catedrático, é descrito como um verdadeiro “exegeta” das catacumbas. A partir do seu conhecimento, ele propõe uma pequena teologia do martírio, destacando em primeiro lugar os apóstolos Pedro e Paulo.
Ao longo da obra, surgem outras figuras marcantes da fé cristã: mártires africanos como Perpétua e Felicidade, Januário e Lourenço, Valentim — cujo corpo foi transferido para Terni a partir da sua catacumba romana —, Nereu e Aquileu, Sebastião (segundo Santo Ambrósio, um mártir milanês durante a perseguição de Diocleciano em Roma), bem como Cecília e Inês, a jovem romana cujo depositio já era celebrado em 21 de janeiro, desde o ano 336.
Citando a Carta aos Hebreus (12,1), Ravasi descreve esta comunhão dos mártires como uma néphos martýrôn, uma “nuvem de testemunhas” que, com o tempo, se desdobrou numa rica variedade de expressões de fé, refletindo as múltiplas nuances da vida cotidiana.
Os primeiros cristãos não eram apenas aristocratas ou líderes eclesiásticos. A obra revela também rostos anônimos e humildes: artesãos, como os membros da corporação dos padeiros (pistores), tanoeiros das catacumbas de Santa Priscila, ourives, açougueiros, padeiros, um mimo ou palhaço, e até famílias inteiras retratadas quase como em pose fotográfica. Crianças também aparecem com destaque, recebendo homenagens cheias de ternura e orgulho parental.
O destino último de todas essas testemunhas de Cristo é o jardim do Paraíso, cujas portas se abrem para revelar maravilhas escatológicas. Segundo o cardeal Ravasi, o autor consegue transmitir essa grandeza gloriosa mesmo ao explorar detalhes discretos, seja nos subterrâneos das catacumbas, seja nas basílicas adornadas com mosaicos.
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Ficha Técnica
Ficha Técnica
Autor: Fabrizio Bisconti
Referência: 9789723020007
Páginas: 400
Formato: 15x22 cm
Coleção: Teologia
Editora: Paulus Editora

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